quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Nomes são importantes


     Eu dou nome para as minhas coisas, para as coisas que gosto, que são presentes na minha vida. Meus gatos obviamente tem nome. O branco é Shiro, porque quer dizer branco em Japonês, a peluda é Margot, porque foi encontrada pelos veterinários de quem adotei em um canteiro de margaridas e a castanha malhada é Meg, de Megera, porque era muuuuito feia quando a resgatei da rua, e hoje é linda e carinhosa. Meu Iphone que foi roubado era Rebirth, e eu realmente renasci depois dele, em tantos sentidos, voltando a escrever, fazendo música, me encontrando em mim mesma depois de tanto tempo. (Eu queria mudar o nome do novo para Survivor, mas não sei como...). E hoje, finalmente, comprei meu primeiro computador pessoal.

 
    Calma, eu sempre tive acesso a computadores. Desde os 11 anos, na verdade, e já tenho (quase) vinte e sete. Diversos computadores familiares, alguns com o meu ex-marido, os do trabalho. Também ganhei um netbook na festa da empresa uma vez, que não é muito bom e é bem difícil de usar para escrever pois a telinha é muito pequena, mas é me e me acompanhou por muito tempo. Mas essa é a primeira vez que compro um computador 100% com o meu dinheiro e exclusivamente para o meu uso. Totalmente escolhido por mim, sem nenhuma opinião, não pelas configurações que eu desconheço, mas pelas funcionalidades que eu preciso e pelo design que me desperta interesse. Que cabe certinho no espaço que eu tenho. E melhor ainda, por um preço que eu me satisfiz em pagar. Ele é um All In One da LG, branquinho e discreto, mas a tela é grande e o teclado é macio. 


     Agora, com meu novo computador (e nova cadeira!), vou finalmente poder escrever todos os dias em casa, confortavelmente, como me prometo desde sempre. Terminar todos os livros tão legais que já comecei a tempo e desenvolver os novos. Reativar o blog (como estou fazendo aqui, mesmo com um texto tão curto e banal). Definir o blog não só como um de desabafo e demonstração de trabalhos próprios, mas também como um de análise literária. Gosto de ler, gosto de falar sobre o que leio. Quem sabe alguém quer ler? Ou assistir. Quero fazer vídeo-críticas com os livros mais legais. Já tenho quase três anos com esse projeto e nunca tive coragem, equipamento, disposição e tempo livre ao mesmo tempo. Agora eu não tenho mais desculpinhas. Não quero mais desculpinhas. Agora é pra valer.


E o nome dele é Miracle.




E que comecem os milagres.



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