quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Livros, filmes e nomes impronunciáveis...

Bem, há algumas semanas eu comecei a ler Os Homens Que Não Amavam As Mulheres, do jornalista sueco
STIEG LARSSON. Já tinha os livros há alguns anos, mas sempre conseguia alguma desculpa para não começar, e isso se provou bom, no final das contas, já que eu não conseguiria ter tempo pra comer ou dormir se resolvesse ler enquanto ainda trabalhava.
Com uma narrativa empolgante e investigativa, o autor mergulha o leitor em minúcias que parecem não fazer parte da história de nenhuma forma, como a política sueca, tramas e crimes políticos de muitas décadas atrás e detalhes sobre personagens que parecem não ter nenhuma importância.

Contudo, não desista ao ver a pilha de mais de mil e quinhentas páginas da trilogia. Cada detalhe vai importar em algum momento. Acredite.

Para dar uma idéia da coisa toda, Os Homens Que Não Amavam As Mulheres conta a estória de Carl Mikael Blomkvist, um jornalista sueco de meia idade - extremamente mulherengo... - que se vê envolto em um processo por difamação, resultado da publicação de um artigo em sua revista, a Millennium, sobre Hans-Erik Wennerström, um empresário acusado abertamente de corrupção, aparentemente sem nenhuma prova(SIM! na Suécia isso da processo!!!). Ao ser condenado a três meses de prisão(a serem cumpridos sem nenhuma pressa, pois em países civilizados supõe-se que o acusado não vá fugir...), Mikael é contratado por Henrik Vanger um antigo empresário do interior congelado de seu país a desvendar o misterioso desaparecimento de sua sobrinha, Harriet Vanger, quase quarenta anos antes.

Ao mesmo tempo, o autor narra alguns terríveis acontecimentos sobre a sombria e perturbadora Lisbeth Salander, de passado misterioso e um dom investigativo inexplicavel até então. E é no meio das pesquisas sobre o desaparecimento de Harriet(e somente após trezentas páginas) que os dois protagonistas se encontram e começam a trabalhar juntos para a solução do caso.

E a verdade é que, mesmo com suas quinhentas e vinte e duas páginas de pura adrenalina(na versão brasileira), o livro não passa de uma introdução aos dois volumes seguintes, A Menina Que Brincava Com Fogo e A Rainha Do Castelo De Ar, que envolvem o leitor em problemas muito maiores do que o suposto assassinato de uma menina de interior. Até mesmo a morte repentina do autor, em 2004, de um ataque cardíaco, logo após entregar os originais do último volume da trilogia, serviu de lenha para aquecer os mais de quarenta milhões de exemplares vendidos em todo o mundo e um dos melhores, se não o melhor livro investigativo(na verdade livros) dos últimos tempos.

Para os preguiçosos e cinéfilos, a versão cinematográfica já foi feita, não apenas uma, mas duas vezes!



A versão sueca infelizmente teve propaganda no Brasil há alguns anos(eu mesma vi o trailler no cinema) mas nunca chegou as telas daqui, sendo entretanto aclamada pelo público na europa toda, com elogios efusivos a atuação de Noomi Rapace, que interpreta Lisbeth Salander com toda a força que a personagem exige. Foram feitas versões dos três livros.


 




 Para quem, como eu, não conseguiu encontrar o a versão sueca em lugar nenhum, a boa notícia é que ainda esse ano (aparentemente nas próximas semanas) a versão de hollywood será lançada, tendo Daniel Craig (é... o James Bond...) como Mikael e Rooney Mara (A Rede Social) como Lisbeth. E sim, eles são a má notícia...





 
Quem sabe eles me surpreendem? Tomara...







... será?

Nenhum comentário:

Postar um comentário